100 anos de Paulo Freire: ser de luz, de amor e de esperançar!
O dia de hoje é um dos mais especiais de 2021 e deveria ser um dia de comemorações e homenagens por todo o país. Afinal, comemora-se hoje o centenário de um dos maiores educadores brasileiros de todos os tempos, respeitado e valorizado no planeta todo. Infelizmente, na atual conjuntura, isso não vai acontecer...Mas vamos nós viver esse momento!
Paulo Freire, brasileiro, nordestino, humilde e iluminado, dedicou sua vida para o outro, para o próximo, para o bem maior. Investiu sua inteligência e seu conhecimento para transformar a vida de pessoas muitas vezes desacreditadas pelo mundo. E fez tudo isso através da educação.
Com Paulo Freire, aprendi a amar o ato de ensinar e de aprender. Aprendi a olhar o mundo com outros olhos, a enxergar nos meus alunos e nas minhas alunas seres iluminados, capazes, transformadores e dignos, autônomos, críticos, solidários, apaixonantes...
Com Paulo Freire, deixei de olhar a educação como um depósito de palavras, conteúdos, habilidades e competências. Todas essas questões técnicas passaram a ser pontos de suporte para o desenvolvimento pleno e autônomo do principal motivo da educação: o aluno. Isso não significa que abandonei, que deixei de fazer, muito pelo contrário. Significa que passei a direcionar essas questões para o real motivo da educação: o desenvolvimento pleno do ser humano.
Algumas pessoas questionam Paulo Freire e seu "método". Muitos desses não conhecem Paulo Freire, não leram uma obra se quer e muitos nem querem saber ou conhecer. Mas por que questionam? Por que querem uma educação bancária, limitadora e opressora, que mantenha os estudantes em uma situação de subalternidade? Uma educação que mantenha o status quo? Que esconda das pessoas suas origens, que ignore suas vivências, seus conhecimentos e que impeça a observação de um futuro diferente? A quem isso interessa?
Como breve parênteses, vale apontar que o sistema de ensino utilizado na ampla maioria das principais escolas particulares do país, procurada por filhos dos bilionários brasileiros, utilizam um método muito parecido ao defendido por Paulo Freire, além de outros e outras intelectuais de uma educação autônoma e libertária. Sendo assim, por que esse método não pode ser replicado na educação pública? O que a elite teme?
O que Paulo Freire defende é uma pedagogia da autonomia, uma pedagogia da liberdade, uma pedagogia da esperança. Sabia ele que "a educação sozinha não transforma o mundo. A educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo". E assim fez da educação uma engrenagem transformadora, pautada no amor ao próximo, no respeito e na justiça social. Educação é um ato de amor e de amar.
Nesse centenário de Paulo Freire eu te convido a esperançar, assim como ele defendia. E esperançar em Paulo Freire não é esperar e torcer para que as coisas melhorem. Esperançar em Paulo Freire é fazer a mudança que nós queremos que aconteça. Esperançar é agir, é ser protagonista. Vamos juntos por um mundo melhor. Vamos esperançar!
Viva Paulo Freire.
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